utopia-no-olhar

Nunca percas a capacidade de sonhar.

Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

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Hi juicy fruiter !!!!!!
welcome to my blog.

Que é feito dos apaixonados?

Bom ano novo

Que este novo ano traga melhores noticias principalmente aos jovens que não encontram trabalho e aos reformados que mal podem comer.
Que este ano, seja um ano de esperança até porque a moral dos portugueses está bem em baixo, vá se lá saber porquê...

Quarta-feira, Agosto 10, 2005

Estou de volta

Após uma longa ausência, cá estou de novo.
Infelizmente ainda não acabei o curso, falta-me apenas uma cadeira, que espero acabar agora em Setembro.
Quanto a novidades na Cedema,passo por lá muitas vezes para ver como estão todos, dou um beijinho e venho embora, mas não me esqueço deles, espero voltar a fazer voluntariado em breve, pois foi uma experiência que me enriqueceu muito.
Mais novidades, até à última sexta-feira a sic noticias passou um programa que eu produzi, nem imaginam o trabalho e o stress que deu. Mas aprendi muito. Pois, mas não pensem que estou a estagiar na sic, não! Estágio nem vê-lo.
Agora que "quase" terminei o curso dou por mim a pensar no que fazer a seguir, acho que tenho medo... tenho medo de não conseguir estágio, de não corresponder ás minhas expectativas, enfim de o sonho acabar, bem antes de ter começado.
Quando entrei na Universidade ia convencida que era isto que queria, quatro anos depois já não tenho tantas certezas, dei-me conta que gosto de fazer muitas coisas e não só jornalismo.
acho que esta fase é comum após tantos anos a estudar.
Ainda tenho tempo para me decidir, enquanto isso vou aproveitar todas a oportunidades, porque com conhecimento de várias coisas é mais fácil escolher, não acham?

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005

Como dizer adeus....

A última vez que escrevi, era o segundo dia na Cedema, acabei a semana como havia sido combinado e fiz o trabalho, está entregue e à espera de nota.
Agora tento passar lá todos os dias, nem que seja para lhes dizer adeus quando entram na carrinha para irem para casa.
È complicado para mim dizer adeus e deixar de lá ir, apesar de saber que o jornalista tem que manter uma certa distância...Fiz muitos amigos, que me ajudaram imenso e sinto que também os ajudei de alguma forma, nos poucos dia em que lá estive.
Recebi duas resposta ao post anterior sobre a Cedema, e apenas posso dizer que eu sei bem o que o jornalista deve fazer, não me envolvi enquanto jornalista, mas enquanto pessoa(se é que é possivel existir uma distinção), enquanto pessoa cresci e aprendi muito, enquanto "jornalista" acho que fiz o meu trabalho.
Quanto ao facto de eu dizer que o fiz nos meus "tempos livres" que são raros, devo dizer que não me arrependo e que gostei muito, e estou a pensar voltar lá como voluntária...
Acreditem, ajudar faz bem , sentimo-nos muito melhor, compensados, mesmo depois de um dia cansativo, aqueles olhares, sorrisos, abraços, aquelas imagens ficaram na minha memória.

Até amanhã meus amigos, não vou dizer adeus....

Terça-feira, Janeiro 04, 2005

Cedema

Resolvi contar-vos o que tenho feito nos meus "tempos livres".
Como proposta de um trabalho para uma das minhas cadeiras resolvi porpor uma reportagem numa instituição de deficientes mentais adultos, a Cedema , ficou estipulado que eu antes de fazer a reportagem estaria uns dias na instituição para conhecer não só os utentes mas também todas as pessoas que lá trabalham.
Devo dizer que desde o inicio que a ideia me assustou, tinha medo de como eu iria reagir não só fisica mas também emocionalmente.
O primeiro dia foi cansativo, pois quis dar atenção a todos e não sabia para que lado me virar, nem o que esperar. o segundo dia foi melhor porque já sabia o que esperar de cada um.
O meu medo foi ultrapassado e ainda agora vou no segundo dia, são pessoas muito meigas, carinhosas e bastante inteligentes.
Posso dizer que já fiz muitos amigos em apenas dois dias, porque são pessoas que mantêm aquela essência de criança,farto-me de brincar e aprender com eles. Muitos deles apesar de não falarem mostram-me que a comunicação não é apenas falar, mas vai muito além, muitos comunicam por um sorriso e até um olhar e percebemos o que querem.
Os monitores, as pessoas que diariamente trabalham com eles são motivadas por enorme amor e carinho que se nota em todos os gestos, todas as dicas e ajudas que lhes dão.
Não sei se quando chegar ao fim do trabalho vou conseguir deixar a vida daqueles meus novos amigos, mas uma coisa é certa vai custar-me muito e saudades não vão faltar....


Quarta-feira, Novembro 10, 2004

"Amou , perdeu-se e morreu amando"

Amor de Perdição
Camilo Castelo Branco
"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."


Miguel Sousa Tavares, jornalista português, a propósito da perda de sua mãe, a poetisa Sophia de Mello-Breyner


Bigada Sérgio.

Sexta-feira, Outubro 29, 2004

Carina obrigado pelo teu comentário ao meu texto sobre os olhares, podes sempre comentar.
Um beijinho

"Na minha opinião as pessoas não se olham mais nos olhos exactamente pela mesma razão que
se olhavam antes, se olharmos para um pessoa nos olhos conseguimos perceber se nos
está a mentir, o problema da maior parte das pessoas é que o processo é reciproco,
ao olharmos nos olhos de alguém ela está a olhar nos nossos... "
"Aqueles que têm coragem para amar deveriam ter coragem para sofrer."
Anthony Trollope

Porquê escolhi ser jornalista?

O profesor de atelier de televisão colocou-nos esta pergunta á uma semana como tema de um trabalho, andei toda a semana a pensar e acabei por escrever isto:


Porquê escolhi ser jornalista?

Após me ter sido feita esta questão apenas ia responder aquilo que pensei ser a razão, o facto de querer trabalhar na área de investigação e reportagem. Depois comecei a questionar-me que não deveria ser só por isso, pensei naquela ideia do jornalista herói e logo dei-me conta que essa poderia ter sido uma das razões no primeiro ano de licenciatura, mas logo essa ideia se dissipou.
A verdade é que já a algum tempo que faço a mesma pergunta, e a resposta é sempre a mesma , fazer algo que goste, e o que gosto é jornalismo, é de investigação, isso pode não chegar, mas sempre pensei que para ser algo teria que ser alguma coisa em que eu me sentisse bem, pois se fosse de outra forma acabaria por desistir.
Sei também que não quero ser jornalista para mudar o mundo, mas quero poder contribuir para uma boa informação e educação das pessoas que possam vir a ouvir, ler, ou ver o que eu vou fazer.
Nem sempre quis ser jornalista, em pequena as ideias eram diferentes mas andavam perto daquilo que quero ser hoje. No entanto quando fiz a minha opção sabia o que estava a escolher, uma profissão muito complicada a que teria de dedicar- me muito, não me arrependi e continuo a achar que a escolha foi a mais acertada. Sei que vou ser jornalista, apesar de tudo e de todos os sacrifícios necessários. Quero ser jornalista, informar, descobrir, mostrar, fazer o melhor possível para que cada vez mais exista boa informação.


Não sabia o que dizer, mas acho que algumas vezes devemos fazer certas perguntas, porquê escolhemos umas coisas e não outras? Será que a escolha é por gosto, vocação... Não sei mas gostava de saber a vossa opinião.

Quinta-feira, Outubro 21, 2004

Achei por bem fazer um esclarecimento, eu sei que utopia se escreve com "o". A morada do blog está com "u" de propósito.